Por quê o tuiter? A humanidade de um negócio que não está nos manuais de marketing

 

Há um tempo que estamos no tuiter, não temos um grande número de seguidores, mas estamos muito felizes com os que temos. No último mês, no entanto, vivemos no bar a nossa história mais triste, perdemos um amigo, o @Senshosp, alguém que aprendemos a amar pelos seus tuites. Sim… bares perdem amigos. Sim… o estranho tuiter conecta arrobas, mas na verdade conecta almas.

Foi no tuiter que conhecemos o @Senshosp, um velho sábio chinês cheio de manias, bebedor de chás e gin tônicas, o pontual cozinheiro de Dilma Vana. O personagem nos desmontava quando virava gente, o Rodrigo, um menino doce de dois metros,  generoso e cheio de carinho. Aprendemos a amar os dois, o velhinho do tuiter, e o ursão do mundo real, e temos saudades de ambos. O amor pelo Senshô que se foi, virou a síntese das relações que criamos com dúzias de arrobas amigas, que nem dá pra citar e nem dá para dizer qual delas é a mais querida.

E nós, somos um bar, uma empresa que passou a ter sentimentos.  Pode? No tuiter pode. Este é o encanto desta rede social que faz, o que parece ser uma fria ferramenta eletrônica, tornar-se um quente ponto de contato, que faz um bar virar um lar, um cliente virar um amigo, querido, de verdade, não de marketing.

Do tuiter saíram encontros, muitos. Do tuiter surgiram viagens. Gente que veio de Floripa, de Recife, de Brasília, do Rio, de Campinas, da Bahia, de Minas; para concretizar encontros na concreta Sampa, vários deles nas mesas do Tubaína, nos bares de Santa Cecília, da Vila Madalena, nas casas de arrobas paulistanas. E houve os  que saíram de Sampa para todos esses lugares. O Senshô foi um desses. Os amores que criou no tuiter o levaram um dia até o Rio.

É por isso que quando vemos por todos lados lições de marketing, de redes sociais, de como e o quê fazer para atrair clientes, pensamos que a forma certa é a que te conecta com as pessoas, a que te faz criar identidades, e que a melhor ferramenta para qualquer negócio, ainda é a humanidade.

O tuiter não tem o olho no olho, mas tem a mágica de unir o cérebro de uma arroba com outro. Seus 140 caracteres tem o poder de criar um sorriso ou uma revolta; quando não são capazes de te fazer criar intimidade com alguém que você nunca viu, ou de te fazer amar um personagem. 

Para um pequeno empreendedor, o tuiter é a ferramenta que melhor reproduz relações como as que tínhamos antigamente, com o dono da padaria, da banca de jornal, e às vezes, com muito mais afeto e identificação.  Se tivéssemos que aconselhar o dono de um pequeno negócio como o nosso, sobre como trabalhar com redes sociais, diríamos sempre: Use o tuiter!

Mas o tuiter não é um recurso comercial que vai encher o seu estabelecimento. Se quiser atingir metas e fazer números fique no facebook, que nós usamos como uma rede complementar de divulgação, e que é bastante útil para isso.

Nem temos tantos seguidores, e assim como os ganhamos, perdemos muitos no caminho. Mas temos no tuiter uma rede de amigos queridos, os suficientes, os que humanizam o nosso negócio. Aprendemos isso quando perdemos de verdade o nosso primeiro amigo e queríamos compartilhar esta experiência que vocês não vão encontrar em nenhum manual de negócios. Não há marketing que supere a possibilidade de criar amizades por afinidade. O sábio Senshô concordaria, o generoso Rodrigo também. #ParaSempreSenshô #MaisSenshô, se é que vocês entendem.

 

 

Tubaína Bar.

5 comentários em “Por quê o tuiter? A humanidade de um negócio que não está nos manuais de marketing

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